EM CABO DELGADO EUA: dispostos a apoiar combate ao terrorismo

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OS Estados Unidos da América (EUA) anunciaram a disponibilidade de apoiar os esforços do Governo de combate ao terrorismo em Cabo Delgado, através da capacitação das Forças de Defesa e Segurança e em equipamento.

O anúncio foi feito ontem pelo Embaixador Itinerante e Coordenador de Contraterrorismo dos EUA, Nathan Sales, em conferência de imprensa virtual, a partir dos Estados Unidos, sobre o balanço da sua visita recente a África do Sul e Moçambique.

O diplomata norte-americano disse que o seu país pretende ser o parceiro preferencial das autoridades moçambicanas no combate ao terrorismo, sem necessariamente ter que enviar forças militares.

“Os EUA têm um histórico de combate ao terrorismo como nenhum outro país, mas assume que a acção resulta no reforço da capacidade de instituições que aplicam e executam a lei, para que possam ter melhores ferramentas para proteger a população e retirar ameaças do campo de batalha”, disse o diplomata.

Nathan Sales, que em Maputo se reuniu com o Presidente da República, Filipe Nyusi, especificou que geralmente o apoio norte-americano, para esta questão, consiste no treino das forças de investigação, procuradores e juízes, por exemplo.

O que os EUA pretendem é reforçar instituições do foro civil, que poderá dar resultados a longo prazo, como a agregação de informações, uso de provas em tribunal para responsabilizar os autores de ataques e acções para impedir o acesso dos rebeldes às áreas afectadas.

Para tal, sugeriu, será importante implementar sistemas de segurança fronteiriça, controlo e segurança dos portos, aeroportos e as entradas terrestres.

“Os insurgentes estão a alinhar-se com o Estado Islâmico (EI), independentemente da origem ou dos indivíduos que participam nos ataques. O que vemos hoje é uma ligação à sua ideologia, tácticas e procedimentos de controlo territorial”, acrescentou.

A violência armada em Cabo Delgado está a provocar uma crise humanitária, com cerca de duas mil mortes e mais de 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação e nem alimentos. Estes procuraram lugares seguros noutros pontos de Cabo Delgado e nas províncias vizinhas Nampula e Niassa.


 

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